quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

ESTRELA

Salteador…
… de beijos.
… de emoções!
Desafias desejos,
Suscitas provocações.
Da tua presença deixas
o perfume no ar,
o corpo a queimar!
Chegas com o dia,
Feneces com a escuridão.
Acordar que irradia
luz, calor e paixão!
Autor: Sandra Isabel (As Palavras não têm Sono)
reservado direitos de autor

DE FORMA LENTA!

Desejo louco o de te alcançar!
Profundamente angustiante,
a dor de não te poder amar…
Não sou sozinha…e tu, não és só tu.
Esta certeza eu já tinha,
nunca foi para nós um tabú.
Quero-te como o dia quer o sol
Quero-te como noite quer a lua.
Preciso que sejas o meu farol,
e de novo sentir-me nua!
Despida de preconceitos,
da tua pele, sedenta.
Sem roupa nem adereços…
Ama-me de forma lenta!
Autor: Sandra Isabel (As Palavras não têm Sono)
reservado direitos de autor

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

TOCA-ME!

Toca-me…ao de leve!
Quero sentir-te frio, mas calmo,
agitado, mas quente!
Começa pelos pés, no máximo até aos joelhos.
Quero saber a que sabes
e a agitação com que me tocas!
Faz-me vibrar o coração!
Gosto da adrenalina, da melodia da tua canção…
Deixa-me mergulhar nas profundezas
Nadar nas tuas correntes…
Para mim só tens delicadezas…
E no meu medo, enrola-me em ti,
molha-me, como só tu me sabes molhar!
Toca-me…como só tu me saber tocar….ó mar!


Autor: Sandra Isabel (As Palavras não têm Sono)
reservado direitos de autor

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O AMANHÃ...

“Não sabemos o amanhã!”
Dizes com tanta certeza…
“Espera pela manhã,
a noite traz-nos clareza.”
Mas o amanhã dá-me receio…
O amanhã envolve-me de esperança.
E o caminho leva-me ao desvaneio
de imaginar como uma criança.
Gosto do imediato… do agora.
Sentir todos os dias, que posso
ter-te a qualquer hora
e que o presente é nosso!
E se um dia o amanhã não chegar,
não trouxer com ele o sol,
que a noite nos permita amar
e nos aqueça como um lençol.
Autor: Sandra Isabel (As Palavras não têm Sono)
reservado direitos de autor

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

PEDIDO AO TEMPO.


Temo o tempo.
Temo o espaço e a noite.
Temo um dia da vida
levar um açoite!


Caminho sem destino
percorrendo a sós
um trilho cristalino
onde já não há um Nós!

A Luz que outrora brilhou
é agora sequiosa de claridade
baça do que a encantou
despida de lealdade!

O vento que entoou a canção
sopra agora notas sem melodia
que não tocam o coração
e o arrefecem a cada dia!

… tenho receio de ti!
Peço-te… corre depressa!
Afasta esta dor daqui,
enche-me de uma nova promessa!

Autor: Sandra Isabel (As Palavras não têm Sono)
reservado direitos de autor

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A DECISÃO CERTA!


Passam os dias…. Devagar!
Lentamente o tempo voa,
A dor, essa, vai propagar
Aumentando a saudade que magoa!
“Quem não vê … Esquece!”
Não acredito… Mentira!
O sentimento nunca arrefece
e a validade nunca expira!
É difícil este tormento,
e jamais pensei senti-lo assim!
Naquele momento
achei ser o melhor…. mas em fim!
Choro lágrimas secas…
De ti … de mim… de nós!
Recordações como enxaquecas
que me tiram o sono e a voz!
Tenho frio dos teus braços
que me embrulhavam
como se dessem laços
aos dias que passavam.
Tenho fome dos teus beijos
que me alimentavam a emoção.
E os quais não me causavam pejos
ao me aquecerem esta paixão!
Mas tinha que ser desta forma.
Não havia outra possível!
Não estávamos a seguir a norma
e o sentimento era exequível!
A decisão foi a certa?!
Não! De certeza que não!
A decisão foi a mais correta?!
Sim! A mais acertada para o coração!
Autor: As Palavras não têm Sono
reservado direitos de autor

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Não nos pertencemos.


Tens ar de poeta
Com jeito de menino.
Silhueta de atleta
Sorriso genuíno!
Tens a alegria de criança
Quando canta uma canção,
E a sinceridade da dança
Entre dois corpos cheios de paixão!
És meigo no olhar,
Carinhoso na afeição!
Tuas palavras sabem como tirar
Os medos do meu coração!
Feliz a quem te entregas…
… às vezes invejo esse ser!
E dói-me quando negas….
Pois sinto que me queres ter!
Entre noites vazias,
Dores que não sentem hora
Exausta dos dias
Os medos me tiras para fora.
Sei que não te pertenço…
Nem tu a mim um só segundo.
Mas com carinho te peço
Torna-te por um dia o meu mundo.
Recebendo-me no teu porto
Beija-me de forma surpreendente.
Encosta o teu ao meu corpo
E vamos amar-nos loucamente!
Autor: As Palavras não têm Sono
reservado direitos de autor

domingo, 9 de novembro de 2014

CAMINHOS DA VIDA


Há momentos na vida
que escolhemos caminhos…
Caminhos apertados de dúvida
escassos de carinhos…
Caminhos ávidos de respostas
onde tudo parece morto.
E caminhamos… de costas
quase sem trilho nem porto!
Onde pára a certeza
que tantas vezes gritamos ao mundo?!
Onde pára a beleza
que há num silêncio profundo?!
Muitas vezes tememos
que a melodia da canção
seja diferente da que temos,
e deixamos a vida…
…. correr sem razão!

Autor: As Palavras não têm Sono
reservado direitos de autor
E porque neste momento faz todo o sentido... resolvi retomar ao blog.
Eu não vivo... não respiro... se não escrever!
E claro, nunca parei de escrever.... apenas mantive o blog adormecido!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Será que fui eu?!

Um dia duvidei...
e essa duvida, permaneceu sempre em mim. Embora umas vezes escondida, outras adormecida, por vezes até esquecida, outras lembrada e viva no meu pensamento.
Ainda hoje me pergunto porquê?!
Porque não funcionou, porque fugiste! ... porque é que eu fugi e não lutei?!
Pensei, aliás, quis pensar, que o que o teu sentimento era frágil e não aguentaste os medos e as tempestades.
Hoje, carregando o peso dos anos, chego à conclusão que possivelmente fui eu que não lutei o suficiente... foi mais fácil culpar-te, e, mesmo replecta de dor – partir... Fugir!
Agarrei-me ao primeiro carinho que apareceu.
Não me arrependo de o ter feito... aliás, fiz bem em faze-lo!
Mas há dias em que penso como seria se não tivesse fugido.
Como seria se tivesse lutado...
Saudades?! Sim tenho!
Mas tenho saudades do quê?! Do que tinha?! Do que poderia ter tido?! Do que nunca tive, mas gostava de ter?!
Busco-te em cada carro que passa...
Busco-te em cada sitio que vou...
... em cada cara que vejo.
Depois imagino... deves estar bem!
Deves ser feliz!
Eu também o sou!...
... então porque te busco?!
e depressa fujo desse pensamento que me assola
e continuo vivendo esta minha vida que mais uma vez digo:
Sou feliz! 

Autor: As Palavras não têm Sono
reservado direitos de autor

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Acordar do sonho

Se eu soubesse que era assim... Tinha fugido ...
Se eu soubesse desta falta de controle ...Tinha corrido para longe...
Mas não... fiquei aqui e agora não sei o que fazer!
Se fujo, o que faço?! Como fico?!
Se corro... corro de quê?! e para onde?!
Porque haveria eu de pensar assim?! Porque haveria eu de sentir assim?!...
Nunca pensei...
Nunca senti...
Sei que não sou nada... que repugno qualquer ser...que afasto tudo o que mexe...
Mas eu não me sei mexer...
Não sei viver... hoje...
Sem ser assim...e dou por mim,
A querer o que não posso ter,
A inventar sorrisos onde não os há...
Na escuridão vejo coisas sublimes...
Encontro nos sonhos a realidade do que não foi...
Imploro para acordar....
Porque a dormir vejo e toco
Sinto e  faço
tudo aquilo que não me é permitido.

Autor: As Palavras não têm Sono
reservado direitos de autor


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Medo!

Tenho medo!
Tenho tanto medo!
Procuro
Nunca acho...
Mas acho o que não procuro!
Choro e riu
Paro e corro...
Grito e calo!
Mas este medo,
Este medo não me larga
E sinto que a cada dia
Tenho mais e mais medo
do que fui
do que sou
do que serei
e vejo em mim
tudo aquilo que não via!

Autor: As Palavras não têm Sono
reservado direitos de autor

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Faz de mim

Caminho há descoberta do amanhã
Paro no meio do nada
Lembro o que havemos de ser
Brinco com o ontem e com o depois.
Sei que sou diferente
Mas é isso que faz de mim mulher!

Autor: As Palavras não têm Sono
reservado direitos de autor

sexta-feira, 17 de setembro de 2010













Desculpe... mas tenho andado assim.
A vontade de escrever não tem sido nenhuma...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Deste-me asas

Foto (editada) retirada do site DeviantArt
Deste-me asas
... e fugi

Comigo nada levava
Nua... despida...
Caminhava

Procurava um abrigo
Quando uma magoa imensa senti
Quando olhei e nada vi

Foi quando percebi
Que nada de tinha ficado...

Onde estavas?!
Que era feito de ti?!



Subi Vales
Desci montes.
O teu nome
Gritei mil vezes!
Fiquei rouca
escorreguei,
Cai por terra
E o meu corpo magoei!

"Esta louca"
Diziam os outros
Mas eu continuava,
caminhando sem encontrar
Aquele que me deu asas
Sem me ensinar a voar!

Autor: As Palavras não têm Sono
reservado direitos de autor

Minha participação da 26ª edição do Palavras Mil

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Danças?!

           Tristeza que se dança:

                                                                     a dois!

Foto retirada da net Aqui

3ª lugar

Para a minha 1ª participação, até que foi muito bom.
Palavras Mil


Obrigado a todos, não estava mesmo nada à espera.


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Deixa-me ir...

Foto retirada do site Tumblr
Minha participação da 25ª edição do Palavras Mil


Sabia que tinhas regressado de férias e embora a medo, pedi que viesses ter comigo ao Jardim, tinha algo muito importante para te dizer e não podia adiar mais...Ainda era de madrugada, recordo-me de não ter conseguido dormir um segundo em toda a noite. Sentia-me cansada, extenuada, receosa, mas ao mesmo tempo, ansiosa para tirar este peso que não me deixava caminhar.
Chegas-te! E que bonito chegar foi esse... grande, poderoso... estavas mais velho, mais maduro. Tolices! como era possível se só não te via há um mês?! Mas estavas... pelo menos aos meus olhos estavas isso tudo.
Deste-me dois beijos e afagaste-me o cabelo.
      - Olá! A que se deve tamanho desespero?! Ainda é de noite... - disseste.
      - Desculpa... já não aguentava mais! Estás diferente! - balbociei em tom de desculpa pelo cedo da hora.
Olhaste-me desconfiado.
       - Não estou nada, deve ser por ainda ser tão cedo. Estou meio a dormir. - justificaste - Mas a que se deve tanta aflição miúda?! - perguntaste
Pensei, realmente... são 6 horas da manhã, podias ter esperado mais um bocadinho.
        - Desculpa mais uma vez ser tão cedo, mas não consegui dormir em toda a noite e quando te liguei, nem olhei para o relógio... a Pati deve ter ficado chateada, por teres saído a esta hora... desculpa! - implorei eu.
        - Não faz mal, a Pati... - dizia ele.
Mas eu interrompi-o sem o deixar acabar. Tinha que lhe dizer tudo o que tinha pensado, tal e qual como ensaiei um cem número de vezes na minha cabeça... tinha de ser, se não, tudo ficava por dizer.
        -  Tive tantas saudades tuas! De certeza que as tuas férias foram fantásticas... deves ter-te divertido imenso... - de repente, todo o meu discurso ensaiado apagou-se da minha mente, calei-me. Não conseguia dizer nada...
Fez-se um silêncio em nós dois... apenas se ouvia a água a correr na fonte, que fazia de fundo a esta pintura de nós dois.
        - Não me digas que me chamaste só para falares das minhas férias - disseste com ar meio zangado e observador.
       - Não - disse eu aflita - Eu tinha um discurso na minha cabeça, arrumadinho, bem estruturado... Mas não consigo, não sai! Desculpa... acho que é melhor ires-te embora, falamos noutra altura. Vai dormir.
Eras um amigo daqueles que já perdemos o dia e a história. Daqueles que nunca nos deixam, nem nos apagam. Mas depois desta cena fiquei com a sensação que te tinhas zangado a sério.
       - Então vou mesmo, estou cheio de sono!
Viraste-me as costas e começaste a fazer o caminho que te tinha trazido. Ao ver-te afastar, ganhei coragem e gritei-te:
       - Não consigo mais ser tua amiga!
Paraste! Naquele mesmo instante uma brisa gelada fez bailar os meus cabelos e também todo o meu ser.
Não te viraste como esperei. Apenas paraste e seguiste.
Uma tristeza tamanha apoderou-se de mim. Virei-me, e caminhei em sentido contrário ao teu.
Os meus olhos... os meus olhos mais pareciam a fonte que foi testemunha deste adeus, deste até já, deste não sei!
Esta fonte onde parei e me prostrei sobre o meu regaço para chorar a minha falta de coragem.
Cobarde é o que tu és, pensei para comigo mesma. Estragaste assim uma amizade de tantos anos.
Enquanto na minha cabeça rodopiavam estes pensamentos, senti uma mão que me afagava as costas.
Vi tenuemente a tua imagem, pois as lágrimas eram tantas que parecias uma fotografia desfocada... mas eras tu!
       - Desculpa - pedi eu, enquanto tentava limpar as lágrimas que teimavam em encher-me os olhos.
       - Para de chorar... acalma-te e diz-me porque é que não podes continuar a ser minha amiga... não percebo! - disse ele
       - Porque te tenho mentido este tempo todo... porque cada vez que ficava alegre pelas tuas alegrias, te mentia e fingia. Cada história, cada momento da tua vida era uma inveja constante... cada briga que tinhas com a Pati... eu queria que fosse comigo... cada beijo que lhe davas, eu queria que me o desses a mim... mentia... ficava contente por ti,dava-te conselhos... mas mentia-me a mim... E eu não quero mentir mais vez nenhuma. Nem a ti nem a mim mesma. Por isso... o melhor é deixarmos de ser amigos... porque eu sofro a cada dia... desculpa se te desiludi como amiga... mas eu não consigo sofrer mais... - dito tudo isto, inclinei a cabeça.
Fez-se um silêncio profundo. E mais uma vez só se ouvia a água a correr na fonte!
Pareceu-me que começara a chover... senti salpicos de chuva em cima de mim. Eras tua com as duas mãos cheias de água a molhares-me... sorriste para mim. Agarraste-me a o colo e entraste dentro da fonte. A água estava gelada, mas ainda assim deixei-me levar por ti... só sentia os salpicos que a água provocava quando caia ... parecia que chovia em cima de nós dois... Colocaste-me no chão e acariciando-me o rosto disseste:
      - Há tantos meses que esperava por isto. Desejei tanto que me dissesses isso... - beijaste-me
E eu deixei-me levar nesse beijo, que tantas vezes sonhei...
Perguntei-te pela Pati, e tu calaste-me com outro beijo... afagaste-me o cabelo e sussurraste-me ao ouvido:
      - Deixei-a há um mês...era de ti... que eu gostava!

Autor: As Palavras não têm Sono
reservado direitos de autor

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Medo

Tenho...
... até nem tenho muitos...
Ora vejamos:
- Da morte - apenas dela não me permitir ver os filhos crescer!
- Do que fica por dizer - comigo nada fica, tenho este raio de feitio que não absorve palavras, mesmo diplomaticamente ou com carinho tudo diz.
-  Da solidão - algo que me preocupa no sentido da incapacidade, mas não no sentido do silêncio
-  Da doença - aceito-a se vier... encara-la-hei como mais um desvio no caminho e lutarei para encontrar a estrada principal.
- De animais - só tenho mesmo daqueles que racionalmente fazem tudo mas mesmo tudo para serem os "Reis da Selva".

realmente, tenho muito pouco medo!

Autor: As Palavras não têm Sono
reservado direitos de autor

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Caderno de duas linhas

Nunca soube muito bem para onde viajava, mas deixava-me ir sempre ao sabor do vento. Sempre fiz planos, sempre tracei roteiros... mas no fim... no fim, tomava outros rumos, seguia outros caminhos.
Não pensem que era uma pessoa inconstante, não é nada disso! Apenas me deixava levar na ondulação deste mar imenso que é a vida.
Queria ser o que não fui... 
... hoje em nada me arrependo, porque efectivamente, vivi coisas maravilhosas, fiz experiências sem tubos de ensaio, conheci lugares sem nunca ter saído do mesmo lugar.
Descobri que a vida é o que tiramos dela e não aquilo que conseguimos alcançar com ela!
Descobri que a vida está nas coisas simples, está nos momentos mais sem importancia, está onde pensamos que nada temos...
Foi difícil atingir esta conclusão... cheguei mesmo a caminhar iludida. Percorri um sem fim de caminhos repletos de sumptuosidade e  glória.
Mas hoje, quando sozinha nos meus pensamentos... o que me vem de imediato à memória, são caminhos simples... caminhos sem grandes impactos visuais.  É aquele dia em que no rio a água passava límpida e apressada; é aquele outro, em que simplesmente não ganhei nada; ou aquele, em que de tão simples que foi só me lembro do cheiro das pessoas, dos sons da rua, do medo que tive, da saudade que fica...
Quanto aos outros... aqueles repletos de sumptuosidade e  glória, tenho que pensar muito neles, não me vêm tranquilamente à memória, é preciso pensar e repensar neles porque primeiro só me consigo recordar da dificuldade que foi atingi-los, dos sacrifícios e das pessoas que afectaram...
Não me arrependo de nenhum caminho... até porque foram percorridos com muita certeza e muito afinco...
Mas realmente a viagem da minha vida escreve-se em caderno de 2 linhas... aquele em que quando crianças aprendíamos a fazer a letras certinhas e bonitas .... é nesse caderno que escrevo a minha vida aprendendo a torna-la bela... traçando-a para que fique cada dia mais certa e bonita! Preocupando-me mais com a simplicidade...


para a fábrica de letras, desafio: uma longa viagem

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Vou...

Sou o que não sou,
fingindo ser aquilo que queria ser...
Procuro o que não perdi
Encontro o que não achei

E no fundo do nada empurro
Este ser desageitado
que se arrasta dia a dia
caminhando desalinhado!

Autor: As Palavras não têm Sono
reservado direitos de autor